JUST DO IT
Este é o país da lamúria. Ó pai, dá-me lá mais dinheiro para fazer muitas peças de 3 dias de apresentação, com textos que só me interessam a mim. Ó tia da cultura, veja lá se arranja um subsídiozinho para eu fazer a curta-metragem que me anda cá dentro... Ó senhor ministro, no dia em que me derem um apoio vou começar a investigar para o meu romance...
As últimas gerações lamentaram-se de não fazerem o que queriam porque ninguém as compreendia ou apoiava. Vamos nós ficar quietos à espera de "serem reunidas condições dignas" para mexermos o cu?
Peço desculpa, mas por mim, vou fazer o que achar que consigo fazer. Será à pobrezinho? Pois vai sendo. Mas não me hão-de levar para a cova, a resmungar que me não deixaram viver ou fazer.
Pergunto a Portugal - ao nosso Portugal atrasado, invejoso e, sobretudo, preguiçoso - não terá chegado o tempo de utilizar a frase do Kennedy e perguntarmos a nós próprios "O que posso fazer pelo meu país?" (e pela minha realização pessoal, já agora) em vez de choramingar o que ele "não faz por mim"?
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